Por Jones Bernardes
Quantas vezes, ao olhar para trás
Percebi tudo o que havia feito
E ao reclinar-me em meu leito
Passou o filme de tudo que a vida tráz
Naquela noite, escura e feliz
A chuva lá fora, bem calma e serena
Realizou-se uma recordação pequena
De tudo o que um dia eu fiz
Foi como que um forte vento
A balbuciar em meu ouvido
Lembrou-me tudo que foi vivido
Com forte e inigualável talento
Ah! Se um dia eu puder
Contar-te tudo o que aconteceu
Lembrar todo o sonho meu
Poderei ser o que quiser
Veio como como o outono
Folhas de árvores a cair, como os fatos
Temperatura inconstante, como os acasos
Tudo a atrapalhar meu sono.
E assim, quando um dia eu lembrar
Tudo aquilo que aconteceu comigo
Recordando a cada respingo
Poderei todas as coisas te contar.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
sábado, 12 de dezembro de 2009
Quando o silêncio toca as folhas das árvores
A madrugada a surpreendeu ...
o silêncio passeando por entre as folhas das árvores, completamente, imóveis.
Todos os segredos da noite só para ela.
E, se existisse outro alguém acordado naquele instante,
estaria, provavelmente, dentro de uma outra noite.
Porque cada ser é mais belo dentro de sua própria arte.
Depois, há lugares e momentos que só podemos viver sozinhos.
Há olhares que são únicos. Há pensamentos castos.
Há verdades incompartilháveis.
Há momentos em que ficamos estreitos,
nos afunilamos tanto em nós mesmos que chegamos a tramar ou,
conspirar desejos secretos.
E ela queria mesmo ficar só.
Preferia o chá solitário na madrugada,a ter de ir dez vezes à toalete para verificar se o cabelo continuava intacto,
se o rímel não havia escorrido, se o batom não se desbotara
pelas tantas vezes que o copo fora à boca na tentativa de evitar frases ambíguas ou para não se render diante da luz íntima
desenvolvida para seduzir.
Por tudo isso, ela preferia a solidão a ter de se curvar
à doçura de um sorriso que a conquistou na imprudência de uma distração.
Preferia o egoísmo de querer a noite só para si.
Aquele chá com sabor de flores ardendo por dentro.
Nem sabia se estava certa em suas teorias, mas tudo haveria de passar
e daqui a pouco quando o silêncio tocar novamente as folhas das árvores
não mais se lembrará da existência dele.
E não ouvirá mais a mesma música, nem lerá o mesmo poema,
nem escreverá textos líricos em papéis amarelados.
Um terço de sua mente estava ocupada com essas bobagens.
O restante saltava por cima para a contemplar a página 81 do livro
que ela resolvera abrir para adiantar um pouco a leitura.
Um tratado acerca da literatura medieval.
A coisa mais maçante que um leigo pode encarar.
Mas ela não queria ficar devendo esses conhecimentos.
Franzia a testa, olhava firme para as letras, mas, cadê a concentração?
Devia ser por causa da tal terça parte.
A matemática opõe-se diametralmente à literatura.
Aliás, a matemática é metálica e arranha o coração
quando tenta determinar a quantidade da ilusão que resta.
Que coisa mais racional!
E quem já não se viu equacionado num “todo” ou num “vazio” ?
Definitivamente, ela não aprendeu a lidar com pesos e medidas.
Fora aluna indisciplinada, derrapou na reta do conhecimento lógico
e quebrou a cara porque não soube prever a velocidade de dois corpos.
Os poetas e filósofos nunca a preveniram, só estimularam:
“Tudo vale a pena se alma não é pequena.” E agora Fernando Pessoa,
continuaria ela a lançar o olhar de asas sobre as árvores?
Continuaria a se conformar com Stendhal: "Possuir é nada, desejar é tudo"?
Deixou que o silêncio levemente lhe tocasse o rosto.
O silêncio que já lhe tocara antes e que lhe tocará depois.
O silêncio que só fala do silêncio.
O silêncio que é belo sem ter porquês.
É porque é. Assim é, assim seja.
Quando o silêncio toca as folhas das árvores toca também o coração dela...
o silêncio passeando por entre as folhas das árvores, completamente, imóveis.
Todos os segredos da noite só para ela.
E, se existisse outro alguém acordado naquele instante,
estaria, provavelmente, dentro de uma outra noite.
Porque cada ser é mais belo dentro de sua própria arte.
Depois, há lugares e momentos que só podemos viver sozinhos.
Há olhares que são únicos. Há pensamentos castos.
Há verdades incompartilháveis.
Há momentos em que ficamos estreitos,
nos afunilamos tanto em nós mesmos que chegamos a tramar ou,
conspirar desejos secretos.
E ela queria mesmo ficar só.
Preferia o chá solitário na madrugada,a ter de ir dez vezes à toalete para verificar se o cabelo continuava intacto,
se o rímel não havia escorrido, se o batom não se desbotara
pelas tantas vezes que o copo fora à boca na tentativa de evitar frases ambíguas ou para não se render diante da luz íntima
desenvolvida para seduzir.
Por tudo isso, ela preferia a solidão a ter de se curvar
à doçura de um sorriso que a conquistou na imprudência de uma distração.
Preferia o egoísmo de querer a noite só para si.
Aquele chá com sabor de flores ardendo por dentro.
Nem sabia se estava certa em suas teorias, mas tudo haveria de passar
e daqui a pouco quando o silêncio tocar novamente as folhas das árvores
não mais se lembrará da existência dele.
E não ouvirá mais a mesma música, nem lerá o mesmo poema,
nem escreverá textos líricos em papéis amarelados.
Um terço de sua mente estava ocupada com essas bobagens.
O restante saltava por cima para a contemplar a página 81 do livro
que ela resolvera abrir para adiantar um pouco a leitura.
Um tratado acerca da literatura medieval.
A coisa mais maçante que um leigo pode encarar.
Mas ela não queria ficar devendo esses conhecimentos.
Franzia a testa, olhava firme para as letras, mas, cadê a concentração?
Devia ser por causa da tal terça parte.
A matemática opõe-se diametralmente à literatura.
Aliás, a matemática é metálica e arranha o coração
quando tenta determinar a quantidade da ilusão que resta.
Que coisa mais racional!
E quem já não se viu equacionado num “todo” ou num “vazio” ?
Definitivamente, ela não aprendeu a lidar com pesos e medidas.
Fora aluna indisciplinada, derrapou na reta do conhecimento lógico
e quebrou a cara porque não soube prever a velocidade de dois corpos.
Os poetas e filósofos nunca a preveniram, só estimularam:
“Tudo vale a pena se alma não é pequena.” E agora Fernando Pessoa,
continuaria ela a lançar o olhar de asas sobre as árvores?
Continuaria a se conformar com Stendhal: "Possuir é nada, desejar é tudo"?
Deixou que o silêncio levemente lhe tocasse o rosto.
O silêncio que já lhe tocara antes e que lhe tocará depois.
O silêncio que só fala do silêncio.
O silêncio que é belo sem ter porquês.
É porque é. Assim é, assim seja.
Quando o silêncio toca as folhas das árvores toca também o coração dela...
sábado, 5 de dezembro de 2009
Confesso: essa noite chorei...
Confesso, essa noite chorei...
Chorei porque era preciso!
Menina, porque entrastes em minha vida?
És aquela que encanta com seu belo sorriso,
És aquela doce criatura que traz no semblante, a paz,
És a mais pura ... A mais sincera!
Nunca encontrei alguém assim.
Tudo em minha vida mudou! Eu estava tão certo
Tão pronto, tão direcionada, até que lhe encontrei...
Naquele abraço, algo aconteceu:
Eu me apaixonei!!
Não queria acreditar, não podia!
Meus planos desabariam...
As coisas se intesificaram... Por um momento te perdi
Eras de outro agora! Um amor impossível, dois seres comprometidos!
Vejo em seus olhos um brilho! Quando perto se você sinto algo
fora do comum... Eu queria saber: Sentes algo também?
Em algumas frações de momento, sinto que sim...
Na imesidão do resto, sinto que não!
Como eu queria poder tocá-la... Sentir sua pele, sua maciez
Seu perfume... Como eu queria tê-la em meus braços, mas não posso!!
Eu chorei... Jamais terei coragem para lhe contar!
Nunca saberei se em ti existe algo...
Renucio meu amor por tua felicidade.
Viverei em silêncio, pois assim sei que poderei contemplar teu semblante!
Poderei ter o prazer de continuar olhando para seus olhos e seu sorriso!
Guardarei em mim seu abraço!
Chorei essa noite, pois percebi que
eu tento fugir de algo mais forte que eu, mais forte que a lei!
Eu nunca imaginei amar alguém assim!
Eu chorei, pois te amo no silêncio de minha alma, menina!!
Chorei porque era preciso!
Menina, porque entrastes em minha vida?
És aquela que encanta com seu belo sorriso,
És aquela doce criatura que traz no semblante, a paz,
És a mais pura ... A mais sincera!
Nunca encontrei alguém assim.
Tudo em minha vida mudou! Eu estava tão certo
Tão pronto, tão direcionada, até que lhe encontrei...
Naquele abraço, algo aconteceu:
Eu me apaixonei!!
Não queria acreditar, não podia!
Meus planos desabariam...
As coisas se intesificaram... Por um momento te perdi
Eras de outro agora! Um amor impossível, dois seres comprometidos!
Vejo em seus olhos um brilho! Quando perto se você sinto algo
fora do comum... Eu queria saber: Sentes algo também?
Em algumas frações de momento, sinto que sim...
Na imesidão do resto, sinto que não!
Como eu queria poder tocá-la... Sentir sua pele, sua maciez
Seu perfume... Como eu queria tê-la em meus braços, mas não posso!!
Eu chorei... Jamais terei coragem para lhe contar!
Nunca saberei se em ti existe algo...
Renucio meu amor por tua felicidade.
Viverei em silêncio, pois assim sei que poderei contemplar teu semblante!
Poderei ter o prazer de continuar olhando para seus olhos e seu sorriso!
Guardarei em mim seu abraço!
Chorei essa noite, pois percebi que
eu tento fugir de algo mais forte que eu, mais forte que a lei!
Eu nunca imaginei amar alguém assim!
Eu chorei, pois te amo no silêncio de minha alma, menina!!
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