sábado, 6 de fevereiro de 2010

Perdi tempo tentanto encontrar respostas para minhas vãs teorias de esquecer o nunca, para sempre!
Durante todo esse tempo tudo que soube foi mentir... Esconder... Menti para você, para mim, para todos. Tudo o que há em mim fingiu, meu sorriso, minhas belas palavras, meu jeito meigo. Só algo não mentiu: meu olhar. Se tivesses olhado no mais profundo de meus olhos teria percebido que meu coração batia a cada segundo seu nome. Nem o maior dos segredos pode se esconder no brilho de um olhar...
Entendo Camões, esse amor ardeu sem que você e eu pudéssemos ver.
O milagre desse amor nunca aconteceu e sei que jamais acontecerá.
Agora, nesse exato momento, sei que estou lhe perdendo para sempre.
Dois grandes sentimentos me envolvem: Arrependimento e Orgulho.
Arrependo-me de não ter esquecido; de não ter assumido para mim mesma o que realmente sentia; de ter me perdido na ilusão de uma paixão impossível; de não ter chorado o quanto devia...

Orgulho-me porque sei que te amei o suficiente.
O suficiente...
para te amar no silêncio de minhas madrugadas frias...
O suficiente para não te magoar...
Suficiente para abrir mão do meu amor por tua felicidade.

Nada mais me deixa tão feliz do que ter certeza que você também foi forte suficiente para não deixar-se cair na emoção, na empolgação...
Obrigada, porque fazendo o que é certo para sua vida, me faz ser a pessoa mais feliz do mundo.
Razão e emoção entram em confronto
Siga seu caminho... Um dia nos encontraremos nessas estradas novamente.
Filosófos, até que ponto deve a razão comandar uma vida?
Poetas, como posso viver somente uma emoção?
Quem me dirá o certo ou o errado? Para mim é inesquecível....




(Como eu queria que um dia soubesses dos meus escritos... Que os mais dolorosos foram para ti.
Não sei se vou saber te esquecer...)