sábado, 4 de julho de 2009

Barroco

"Anjo no nome, Angélica na cara,
Isso é ser flor, e o Anjo juntamente,
Ser Angélica flor, e Anjo em flor,
Em quem, senão em vós se juntaria

Quem veria uma flor, que a não cortasse
De verde pé, de rama florescente?
E quem um anjo vira tão brilhante,
Que por seu Deus, não idolatrasse?

Se como Anjo sois dos meus altares,
Seríeis a minha proteção, e a minha guarda,
Livraria eu de diabólicos azares.

Mas vejo que tão bela e tão elegante,
Posto ainda que os Anjos nunca dão pesares,
Sois Anjo que me tenta e me guarda."

Gregório de Matos

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